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quinta-feira, 1 de outubro de 2015

Decida como viver


Este vídeo é bem interessante e mostra como os hábitos saudáveis levam a uma qualidade de vida.



segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Como os meninos enxergam suas mães


A figura da mãe, importante em todas as linhas de pensamento psicanalítico é, sem dúvida, a figura crucial do processo de humanização [do filho]. Para Lacan, ela é o “outro primordial”. E é indiscutível que a criança cria o mundo a partir de sua relação com a mãe, sendo fruto de projeções e identificações. (Glaucy Abdon)

Os meninos têm uma relação calorosa com a mãe. Os filhos homens são carinhosos e querem estar perto dela e protegê-la. É um comportamento natural. Para eles, somos as mulheres mais lindas, mais perfeitas e mais corretas do mundo! Os nossos defeitos são praticamente invisíveis. Nos protegerão com todas as forças, sempre que precisarmos! Acreditam em tudo que dizemos.

Embora algumas pesquisas apontem para uma menor interação física dos pais com os meninos do que com meninas, isso não muda a realidade das meninas não serem as únicas que precisam ser abraçadas e acariciadas! Os abraços da mãe e do pai ajudarão o menino a se sentir seguro e protegido.
  • O relacionamento entre uma mãe e seu filho

    O pai representa o lado aventureiro, brincalhão, viril, com a possibilidade de brincadeiras mais arriscadas e de maior impacto físico. A figura paterna representa o afastamento do mundo materno, do conforto e segurança que o seio materno proporciona, dando ao menino equilíbrio e autonomia para crescer e amadurecer.
    Ao passo que a mãe representa para o filho, o bem, a previdência, a lei, em uma palavra, a Divindade em uma forma acessível à infância. (Henry Fredéric Amiel)
    O equilíbrio na relação mãe e filho é fundamental para o crescimento e desenvolvimento normal da personalidade da criança. O menino precisa sentir que é aceito e amado incondicionalmente, que pode se aproximar e buscar proteção a qualquer momento e será bem acolhido. Negar esse acolhimento é afastar irremediavelmente o filho de si. A mágoa adquirida na infância molda o caráter; os maus-tratos físicos e/ou psicológicos vindos da pessoa que o menino mais ama e confia, frustra, castra e o faz sentir que o mundo é hostil e ele deve responder à altura, com violência e autodefesa.
    O que os filhos esperam de suas mães?
  • 1. Amor


    Diga a seu filho o quanto você o ama, deixe isso bem claro e demonstre por seus gestos de aceitação e acolhimento incondicional. Assim ele refletirá esse amor a você e aos outros.

  • 2. Ensino

    Ele quer e precisa ser ensinado. Ensine-o a fazer o bem, a diferença entre o certo e o errado, a ser autossuficiente, independente e capaz de realizar.

  • 3. Experimentar

    Não ensine tudo, não mostre todos os caminhos. Instrua-o, dê-lhe bons exemplos e deixe-o experimentar por si e aprender à sua maneira.
  • 4. Correção amorosa

    Dê a ele espaço para errar, corrija seus erros com firmeza, mas com bondade. Ele está aprendendo, é tempo de errar. A correção irritante ou humilhante produz efeito contrário.
  • 5. Limites

    Se seu filho não tiver limites, ele não terá disciplina. Sentir-se-á sem confiança. Consequentemente terá dificuldades de realização e cumprimento de tarefas. Por outro lado, se seu filho sentir que você não pode controlar seu comportamento inadequado, ele pode sentir ser mais forte que você e tentará manipulá-la.
  • 6. Realidade

    Seja direta e realista com seu filho. Não crie ilusões para que sejam destruídas mais tarde. Seja honesta, não tente ser infalível, não tente fazer tudo por ele. Seja você mesma e dê a ele o mesmo espaço de ser quem ele é. Não lhe dê tudo o que ele deseja. Não cubra seus erros. Deixe-o aprender que existem consequências.
  • 7. Contato físico

    Abrace e beije seu filho, olhe em seus olhos, sorria para ele, brinque com ele. Deixe-o procurar sua mão quando precisar de apoio, deixe-o encontrar seus olhos de aprovação quando se sentir inseguro. Deixe que encontre seus braços quando estiver feliz ou precisar chorar.
    E toda mulher que se torna mãe, seja de seus próprios filhos ou filhos gerados por outra, descobre que o filho que depende do seu amor e da segurança que ela transmite, é o melhor presente que Deus lhe deu.
Fonte: Familia

quarta-feira, 10 de junho de 2015

Como aplicar limites aos seus filhos

As crianças precisam de limites. Como educar com disciplina nossos filhos. Uma disciplina eficaz na hora de aplicar limites aos nossos filhos é o mais importante. Se apresentamos uma boa regra, nosso filho estará disposto a cumpri-la porque o que eles querem é nos agradar.
Não estamos preparados para estabelecer limites. alta-nos habilidade para fazê-lo. Falamos demais, exageramos na emoção, e em muitos casos, equivocamo-nos na nossa forma de expressar com clareza e demasiada autoridade. Quando necessitamos dizer aos nossos filhos que devem fazer algo e “agora” (recolher os brinquedos, ir para a cama, etc.), devemos ter em conta alguns conselhos básicos:

Uma educação firme para as crianças

É frequente ouvir de nós mesmos e de outros pais, expressões como “comporte-se bem”, “seja bom”, ou “não faça isso”. As expressões significam diferentes coisas para diferentes pessoas. 
Nossos filhos nos entenderão melhor se dermos nossas ordens de uma forma mais concreta. Um limite bem específico diz a uma criança exatamente o que deve ser feito. “Fale baixinho na biblioteca”; “Dê de comer ao cachorro agora”; “Segure na minha mão para atravessar a rua”. Esta é uma forma que pode aumentar substancialmente a relação de cumplicidade com seu filho.

O que fazer para que as crianças sejam obedientes

Em muitos casos podemos dar aos nossos filhos uma oportunidade limitada de dizer como cumprir suas ordens. A liberdade de oportunidade faz com que uma criança sinta uma sensação de poder e controle, reduzindo as resistências. Por exemplo: “É hora do banho. Você quer tomar banho quente ou frio?”; “Está na hora de se vestir. Você escolhe sua roupa ou quer que eu escolha?”. Esta é uma forma mais fácil e rápida de dizer a uma criança exatamente o que fazer.

Obediência e disciplina

Em questões realmente importantes, quando existe uma resistência à obediência, necessitamos aplicar a disciplina com firmeza. Uma disciplina firme diz a uma criança que ela deve parar com tal comportamento e obedecer suas ordens imediatamente. Por exemplo: “Vá para o seu quarto agora”, ou “Pare! Os brinquedos não são para atirar”. Os limites firmes são melhor aplicados com uma voz segura, sem gritos, e um sério olhar no rosto. 
Os limites mais suaves supõem que a criança tem opção de obedecer ou não. Exemplos de limites leves: “Por que não leva seus brinquedos para fora daqui?”; “Você deve fazer as tarefas da escola agora”; " Venha pra casa agora, está bem?” e “Eu realmente gostaria que se limpasse”. Esses limites são apropriados para momentos quando se deseja que a criança aja num certo caminho. De qualquer modo, para essas poucas obrigações, “deve estar feito”, você será melhor cúmplice do seu filho se lhe aplica uma ordem firme. A firmeza está entre o suave e o autoritário.

Os meninos são mais receptivas em fazer o que lhes ordenam. Ordens como “não”, ou “pare” dizem a uma criança o que é inaceitável, mas não explica que comportamento realmente gostaria. Em geral, é melhor dizer a uma criança o que deve fazer (“Fale baixo”) antes do que não deve fazer (“Não grite”). Pais autoritários dão mais ordens “não”, enquanto os demais estão propensos a dar a ordem de “fazer”.


Quando dizemos “quero que vá pra cama agora mesmo”, estamos criando uma luta de poder pessoal com nossos filhos. Uma boa estratégia é fazer constar a regra de uma forma impessoal. Por exemplo: “São 8 horas, hora de se deitar” e lhes ensine as horas. Neste caso, alguns conflitos e sentimentos estarão entre a criança e o relógio.

Explique o porquê aos filhos

Quando uma pessoa entende o motivo de uma regra, como uma forma de prevenir situações perigosas para si mesmas e para outros, se sentirá mais animada a obedecê-la. Deste modo, quando se aplica um limite, deve-se explicar à criança o porque tem que obedecer. Entendendo a razão para a ordem, ajuda as crianças a desenvolverem valores internos de conduta ou comportamento – uma consciência. Antes de dar uma longa explicação que pode distrair as crianças, manifeste a razão em poucas palavras. Por exemplo: “Não morda as pessoas. Isso vai machucá-las”; “Se você joga fora os brinquedos das outras crianças, elas se sentirão tristes porque elas ainda vão querer brincar com eles”.

Seja positivo com o seu filhos

Sempre que aplicar um limite ao comportamento de uma criança, tente indicar uma alternativa aceitável. Por fazê-lo, soará menos negativo e seu filho se sentirá menos em desvantagem. Deste modo, empenhe-se em dizer: “Não sei se você gostaria do meu batom, mas isso é para os lábios e não para brincar. Aqui você tem um lápis e um papel em troca”. Outro exemplo seria dizer: “Não posso te dar um caramelo antes da janta, mas posso te dar um sorvete de chocolate depois”. Oferecendo-lhe alternativas, a estará ensinando que seus sentimentos e desejos são aceitáveis. Este é um caminho de expressão mais correto.

Seja flexível com o seu filho

Uma regra concreta de limite é evitar uma ordem repetitiva. Uma rotina flexível (dormir às 8 da noite, às 8 e meia na próxima, e às 9 na outra noite) é um convite à resistência e se torna impossível se cumprir. Rotinas e regras importantes na família deveriam ser efetivas dia após dia, ainda que esteja cansado ou indisposto. Se você dá ao seu filho a oportunidade de contornar as suas regras, eles seguramente tentarão resistir.

Desaprove a conduta, não a criança

É necessário que deixemos claro para nossos filhos que nossa desaprovação está relacionada ao seu comportamento e não diretamente a eles. Não os estamos rejeitando. Longe de dizer “Criança má” (desaprovação da criança). Deveríamos dizer: “Não morda” (desaprovação da conduta). Em lugar de dizer “realmente não posso te controlar quando você age dessa maneira”, deveríamos dizer: “Essas latas não são para jogar fora. Devem permanecer na prateleira do armário”.

Controle as emoções

Os especialistas dizem que quando os pais estão muito irritados, castigam mais severamente e são mais propensos a ser verbamente e/ou físicamente abusivos com seus filhos. Existem fases que necessitamos agir com mais calma e contar até dez antes de agir. A disciplina é basicamente ensinar a criança como deve se comportar. Não se pode ensinar com eficiência se você é extremamente emocional. Diante de um mal comportamento, o melhor é respirar por um minuto e depois perguntar com calma: “o que aconteceu aqui?”. Todas as crianças necessitam que seus pais estabeleçam regras de conduta para o comportamento aceitável. Quanto mais mestres em aplicarmos os limites, maior será a cooperação que receberemos dos nossos filhos e menor será a necessidade de aplicar as disciplinas desagradáveis para que se cumpram. O resultado é uma atmosfera caseira mais agradável para os pais e filhos.
(Autor: Charles E. Schaefer, Ph.D., é um professor de psicologia e diretor do  Centro de Servicios Psicológicos na Universidad de Fairleigh Dickinson. É  autor de mas de 40 livros, incluindo "Teach your child to behave disciplining with love from 2 to 8 years". – “Ensine sua criança a se comportar, disciplinando-a com amor dos 2 aos 8 anos”).

Fonte: Aqui

quarta-feira, 27 de maio de 2015

sexta-feira, 27 de junho de 2014

8 qualidades que somente uma mãe pode despertar em um filho homem

Criar um filho exige mais do que dar de comer, passar algum tempo brincando e incentivá-lo nos estudos. Há muito mais que precisamos ensiná-los, principalmente aos filhos homens, para que se tornem homens de valor e sejam homens com H maiúsculo.


Anotem as dicas.

1. Desenvolvendo o raciocínio

Para tirar o máximo proveito da relação mãe-filho e ensiná-lo a desenvolver seu raciocínio, nada melhor que estabelecer uma rotina saudável de atividades pedagógicas e construtivas. Jogos como charadas, tabuleiro, artes, esportes, cozinhar, procurar por bichinhos e insetos, caça ao tesouro, coleções de pedras ajudam e muito na conexão mãe e filho.

2. Ensinando socialização

Hoje em dia temos professoras nas escolas primárias, em sua grande maioria mulheres, mas as mães são a principal fonte de aprendizado dos garotos a se socializarem, a construir e manter amizades.

3. Estabelecendo limites

Uma análise  de mais de 60 estudos com aproximadamente 6.000 crianças, concluiu que garotos que possuem uma relação insegura com suas mães apresentaram mau comportamento nos primeiros anos da escola. Garotos precisam ver a força e firmeza das mães enquanto estão sendo disciplinados. Isso não significa espancamento ou crueldade, mas amor e firmeza, lealdade e força nas palavras e ações, bem como exigindo o respeito como parte do aprendizado.

4. Crescendo em autocontrole

Um garoto precisa que sua mãe o ensine como controlar seus impulsos, com diferentes estratégias que servirão para toda sua vida.

5. Reconhecendo suas qualidades

Todo garoto precisa de uma mãe como a mãe de Albert Einstein. Uma professora disse a Pauline Einstein que seu filho era devagar, antissocial e que vivia no mundo da lua, ou seja, infelizmente não reconhecia os talentos de Albert. Sua mãe conhecia seus atributos e qualidades especiais e foi atrás de alguém que a entendesse.

6. Ensinando a ter visão

Muitos meninos tendem a viver o momento e possuem dificuldade em imaginar o futuro. Jogos como xadrez e outros de estratégia, bem como planejamento para faculdade ajudam os garotos a pensarem adiante, a verem a grande figura, ao invés de detalhes não importantes.

7. Criando responsabilidades

As mães precisam ensinar os garotos a ter iniciativa, ser responsável pelas ações, mesmo em casa, desde pequeninos, para resolver situações simples e complexas; e manter a palavra e entender o princípio da honra.

8. Aproveitando a vida de menino

Mães, deixem que seus guris aproveitem e tenham aventuras, se sujem e façam muito esporte. Que participem de times, que subam em árvores, que façam o que gostam e sejam quem são.

Não há dúvidas que ambos os pais devem se dedicar a educar um filho da melhor forma, e que a responsabilidade não é apenas da mãe. Mas notem que cada um ensina certas qualidades à criança, estas são melhores ensinadas por uma mãe amorosa.

Mães que respeitam a energia de seus filhos, criatividade, cabeça fresca, sensibilidade, jeito próprio de aprender, necessidade de movimento, personalidade aventureira, estarão ensinando-os a apreciar a si mesmos e sua masculinidade. Aproveite seu companheiro.

Agora, você deve estar se perguntando: Mas essas dicas não servem apenas para filhos homens! Com certeza, filhas também precisam aprender a ter e agir desta forma. Este artigo não diz em momento algum que SOMENTE filhos homens devem aprender tudo isso, mas que as mães são as melhores pessoas para ensinar estas qualidades a eles. 

Justamente por ser mulher, uma MÃE tem o conhecimento da necessidade dessas qualidades e pode mudar o mundo ensinando isso aos homens desde cedo, melhor do que um pai, pois ela SABE por ela mesma o quanto essas qualidades são importantes na vida, para a criação de uma família, e na formação de homens que realmente respeitem as mulheres.


Fonte: Familia

terça-feira, 27 de maio de 2014

Filhos que não obedecem


IDENTIFIQUE A DESOBEDIÊNCIA


Muitos pais chegam a ficar em dúvida se seus filhos estão praticando a independência ou se são mesmos desobedientes. Para ajudá-los a identificar o que é desobediência fique alerta quando:

- Seu filho finge distração quando você pede que ele faça algo
- Se recusa a ir para cama na hora determinada
- Tenta a todo custo ter privilégios sobre seus irmãos
- Não atende simplesmente a seus pedidos, mas tem sempre uma resposta que justifica seus atos
- Não cumpre horários de estudo.
- Não acata obrigações como por exemplo guardar seus objetos.
- Se opõe a assumir compromissos.
- Se nega a cumprir o tempo que você solicitou para execução de uma tarefa.
- Não atende quando você solicita que interrompa uma atividade.
- Não reconhece que há normas e regras a serem cumpridas.
- Deliberadamente realiza as atividades que foram proibidas.
Mais sutil ainda de identificar o filho desobediente quando:
- Realiza as atividades exigidas com má vontade e até destruindo objetos.
- Cumpre as solicitações pela metade acreditando que tem argumentos que comprovem a realização total da tarefa.
- Atende as solicitações mas sempre com argumentos e reclamações.
- Na hora em é solicitado a fazer algo demonstra lindo sorriso e promete fazer, mas nunca realiza.
- Argumenta e lhe dá tarefas para que você também o obedeça.
- Faz chantagens e só realiza suas tarefas se conseguir algo em troca.

TODA CRIANÇA NASCE DESOBEDIENTE

Não existe criança que ao nascer já sabe que deve seguir suas orientações por você ser muito mais experiente. Nenhuma criança nasce com consciência de que se você o proíbe de colocar o dedo na tomada o faz para seu bem e não para impedi-lo de se divertir.

Na realidade há muitos pais que se sentem péssimos quando percebem que precisam impor limites, parece que se sentem frustrados por seus filhos não nascerem com as devidas normas em suas mentes. Ou talvez tragam frustrações de suas próprias infâncias quando não receberam a devida dose de acolhimento mas muitas broncas mal dadas e desproporcionais que não educaram mas traumatizaram.

Vamos entender que há crianças mais ativas que outras, mas não significa que toda criança que fica quietinha num cantinho o dia todo seja o ideal de comportamento, pois esta criança pode estar perdendo oportunidade de receber orientações necessárias para o convívio de forma geral.

VOCÊ PODE ESTAR ENSINANDO SEU FILHO A SER DESOBEDIENTE SEM PERCEBER

Muitos filhos são incontroláveis mas seus pais não percebem que seja possível que eles mesmos o colocaram neste caminho. E você faz isso quando:

- Dá um castigo e depois o tira sem que ele o cumpra.
- Solicita uma tarefa mas volta atrás sem que ele a realize.
- Não lhe dá responsabilidades.
- Permite que não estude ou faça as tarefas de casa.

Não digo que você seja um péssimo pai, com certeza se você faz algo assim é com a melhor das intenções ou talvez por medo de oprimir demais seus filhos.

VOCÊ DEVE APRENDER ANTES DE ENSINAR

Um dos primeiros aprendizados é não tentar oferecer tudo o que você sentiu falta nas orientações recebidas de seus pais. Não compense em seus filhos.

Também deve entender que limitar comportamentos significa preparar seu filho para a vida e torna-lo apto e resistente a todo convívio social dai em diante.

Não confie somente em seus instintos, muito do bom senso deve ser usado mas considere que as modernas técnicas de educação são baseadas em estudos sérios e você não fará seu filho infeliz ao aprender a ser rigoroso quando deve e caloroso quando ele merece.

ENSINAR REGRAS É NECESSÁRIO PARA UMA CRIAR UM FILHO EMOCIONALMENTE EQUILIBRADO

Regras bem estabelecidas, onde a criança entende o porque de fazer suas tarefas e porque está de castigo são fundamentais para que ela perceba que vive num mundo de consequências. 

Ela perceberá que  pode adquirir coisas maravilhosas da vida ao entender que todas as pessoas merecem respeito e cuidados. Se  ela foi respeitada e cuidada com certeza recebeu toda dose de segurança que precisará para o resto da vida.



sexta-feira, 4 de abril de 2014

Seis princípios para limites e regras com as crianças


Um assunto que frequentemente angustia pais e mães é como colocar limites de um jeito eficaz. Mesmo os pais mais seguros e experientes se sentem desafiados por essa tarefa em algum momento.

São muitas as dificuldades encontradas: há quem se sinta perdido quando o filho faz birras em público; quem sinta culpa em dizer “não”, ou não saiba como fazê-lo; há o medo de perder o amor de seus filhos ou se distanciar deles quando coloca limites ou se necessita dar um castigo; muitas vezes é complicado conseguir que todos os adultos envolvidos (pai, mãe, avós, babás) coloquem os mesmos limites, de forma coerente; ou ainda, se escuta opiniões e palpites conflitantes de outras pessoas da família; sem esquecer as críticas – feitas pela família ou até por estranhos na rua – quando se tenta colocar limites; e ainda, como pode ser frustrante ter que repetir para seu filho a mesma coisa todos os dias.
  
Porém, é crucial a importância dos limites para a segurança da criança, seja no sentido de desenvolver nela o sentimento de segurança (saber que é amada e que você se importa com ela), seja para a própria proteção e segurança física (evitar acidentes, por exemplo).

Os limites também são essenciais para que a criança aprenda a distinguir o certo e o errado, o que é aceitável ou não, e ainda para aprender a lidar mais tranquilamente com suas frustrações e a conviver harmoniosamente em sociedade. Portanto, os limites auxiliam a criança a ir mais além, desenvolvendo capacidades que serão úteis para o resto da vida. Sem dúvida, vale à pena o esforço parental.

A educação dos filhos é um processo não-linear, ou seja, às vezes tem-se a impressão de dar voltas e experimentar retrocessos; na verdade, esse processo é natural, até que as conquistas estejam consolidadas. Estabelecer limites não é uma tarefa que se faça uma vez só, mas algo que deve ser continuamente repetido e reforçado para que sejam internalizados.

Por mais desafiador que seja, e mesmo que cada família encontre um jeito próprio de estabelecer e reforçar os limites, há alguns princípios a se ter em mente. Eles vão ajudá-lo a tornar essa tarefa mais simples:

1.     Combine as regras e condutas com os outros adultos

Para os adultos, é indispensável ter clareza sobre quais são as regras importantes. Essa decisão passa por uma reflexão sobre os valores pessoais e familiares. Algumas regras são importantes para a sociedade como um todo, já outras são mais importantes para algumas famílias do que para outras.

2.   Explique as regras e limites para as crianças

Explique por que cada limite dado é importante, numa linguagem acessível, sempre enfatizando em que aquele limite beneficia a criança, mesmo que a princípio isso pareça óbvio para você. Por exemplo, não diga à criança que não pode brincar com um objeto de vidro “para não quebrar”, explique também que se o vidro quebrar vai machucá-la e vai doer. Às vezes a criança não consegue fazer essa inferência sozinha. Aos poucos ela entenderá que regras e limites existem a seu favor.

Vá além de apenas impor, e sempre que possível combine as regras com as crianças. Nos combinados, deixe claro o que espera delas, e quais as consequências para a desobediência.

Lembre-se que alguns limites variam com a idade (e portanto alguns combinados precisam ser revistos de tempos em tempos) enquanto outros são fixos e não negociáveis.

3.   Estabeleça limites com firmeza e carinho, ao mesmo tempo

Assim a criança vai aos poucos entendendo que os “nãos” que recebe de você são atos de amor e de cuidado com ela, e não você impondo suas vontades de maneira arbitrária.

Tente sempre manter a calma e não alterar a voz. Não faça ameaças do tipo “Assim não vou mais gostar de você”. Os limites são para o bem dela, e não para agradar outra pessoa.

4.   Torne a informação compreensível: seja específico

Dê alternativas para um comportamento. Dizer somente “não deixe seus brinquedos espalhados” é diferente de dizer onde deve guardá-los. Dizer que deve “tratar os outros bem” é uma afirmação vaga, que não especifica o que é esperado. Novamente, o que parece óbvio para você pode não ser para o seu filho.

5.    Seja coerente e não confunda seu filho

Dê o exemplo. Não adianta cobrar do seu filho aquilo que você não faz. Seus exemplos vão falar mais alto que suas palavras.

Também não adianta cobrar o cumprimento das regras apenas de vez em quando. Nesse caso, as regras serão percebidas como imposições suas que variam com seu estado de humor.

Reforçando: os responsáveis pela criança precisam estar em sintonia, combinando para agirem de forma coerente na hora de impor limites e de fazer com que sejam cumpridos. Quando cada adulto faz de um jeito diferente a criança fica confusa, sem saber quais regras são importantes, por que devem ser seguidas ou mesmo se devem ser seguidas.

6.   Seja justo

Estabeleça regras que a criança é capaz de cumprir. O mesmo vale para eventuais castigos. Prometa o que é capaz de cumprir.

Não castigue um desconhecimento de uma regra. Explique para a criança o que espera dela e as consequências para uma desobediência futura.

Ainda sobre os castigos, quando necessários, que eles sejam imediatos. Não adianta suspender o passeio do próximo fim de semana, pois a criança (e às vezes você) nem sequer lembrará do motivo do castigo. Também não precisam ser excessivamente longos: o objetivo é que a criança reflita sobre suas ações e seja cada vez mais capaz de controlá-las.
  

Paciência, amor e perseverança. Quando ficar difícil, lembre-se que você está ajudando seu filho a lidar com frustrações, exercer o autocontrole e conviver bem com os outros, coisas que só têm a contribuir para a qualidade de vida.

terça-feira, 7 de maio de 2013

A Criança e a Motivação

A Criança e a Motivação
"Para compreender a vida não se requer uma certa quantidade de energia, mas de toda disponível..."
Autor: Jon Talber[1]

criança com fantasia

"Lembre-se sempre, o resultado das ações do potencial adulto que está naquela criança, depende da qualidade da instrução que ora recebe"
Quando se ensina alguma coisa, o que seja, ensina-se também a colher com sabedoria os resultados, e também a se preparar para os contratempos. Ambos fazem parte do aprendizado, e não apenas a maneira de se fazer a coisa. Uma criança ainda requer de muita experimentação antes de ser capaz de compreender cada coisa, por isso, a expectativa de resultados insatisfatórios, ou parciais, assim como a perspectiva de resultados positivos em qualquer empreendimento, deve fazer parte de sua instrução preliminar.

Não existe ilustração melhor do que ensinar a fazer. Nada supera a confecção de uma obra pelo seu próprio autor. Assim, mostrar como fazer, vale mais que dizer que pode ser feito. Ainda assim, tudo começa com a demonstração de que aquilo pode ser realizado, desde que se possua a devida habilidade, ou instrução.
Uma obra sem utilidade, para uma criança, vale tanto quando uma pedra preciosa para uma galinha. Sua motivação é diretamente proporcional à utilidade da coisa produzida, seja para si mesmo, seja para outros. Do mesmo modo, enganá-la com falsas propostas ou promessas, equivale e comprometer sua auto-estima. Ocorre que ela não reage às frustrações como um adulto, mas antes disso, tende a se sentir rejeitada, inferiorizada, sem importância, já que vê no resultado do seu trabalho, a si mesmo.

Assim, seu trabalho representa sua pessoa, e a forma como esse trabalho será recebido, rejeitado, criticado, utilizado, apreciado, aceito, será também o modo como se sentirá como individuo. Ao sentir a inutilidade do seu trabalho, assim também se sentirá como pessoa, e a mesma coisa vale para a aceitação, ou crítica construtiva.

Uma crítica construtiva, longe de ser um elogio, ou uma espécie de recompensa, tem mais valor se bem compreendida como função motivadora. Comentar de forma clara sobre o trabalho, como, por exemplo, discutir um texto escrito, de modo que ela perceba que o mesmo foi lido e analisado, torna-se uma excelente forma de motivação, e abre espaço para a crítica construtiva. Desse modo, ela tenderá a aceitar as ressalvas, correções, como uma forma clara de orientação e nunca de rejeição.
Conhecer uma criança, não apenas seu nome, ou o nome dos seus pais, mas, daquilo que não gosta, ou gosta, abre um espaço gigantesco, para que o educador tenha acesso à mesma. Ela o permitirá, pois saberá que ele a conhece, e por isso mesmo, deve saber o que é melhor para ela. Também, o educador sensato, o deve demonstrar publicamente, que conhece cada uma delas. Isso se consegue com comentários discretos, enfatizando ou ilustrando os gostos pessoais de cada uma. Mentalmente ela dirá: "Nossa, ele ainda lembra de mim...".

Cuidado deve ter, entretanto, para nunca, sob nenhuma circunstância ou alegação, criar ambientes competitivos entre elas. Seja por preferir uma ou outra, seja por elogiar o pior ou melhor desempenho de quem quer que seja. Motivar uma criança não deve ter como terreno a desmotivação do restante do grupo, e é exatamente isso que ocorre, ao preferirmos ou destacarmos alguém, ou seu trabalho, de forma seletiva, ou ostensiva.
criança
"Fazer a criança sentir-se necessária é a fórmula certa para se ter um adulto autoconfiante" 
O educador consciente sabe como fazer para nivelá-las, sem destacar uma ou outra, sem fazê-las sentirem-se inferiores ou superiores aos seus amigos, o que poderia incentivar a competição interna, a disputa por preferências, a falta de entendimento e sintonia do grupo. Aquela que sabe mais, ou que demonstra maior interesse, deve ser tratada com a devida atenção, mas sem demonstração explicita de que há preferências, ou que as demais são inferiores, ou preteridas.

Incentiva-se uma criança claramente destacada no meio do grupo, de forma discreta e com inteligência. Se ela é curiosa, deve ser incentivada de forma indireta a desenvolver ainda mais sua curiosidade. Nesse caso, a mensagem deverá ser dada para todo o grupo, e aqueles indivíduos mais interessados, entenderão que se trata de uma orientação direta para eles.
criança escrevendo

"Uma criança motivada é naturalmente disciplinada"
Recompensas, elogios fáceis, promessas de sucesso, práticas comuns usadas para motivar ou incentivar as crianças a realizarem suas tarefas, obrigações, ou mesmo cuidados pessoais, devem ser evitadas à todo custo. Deverá o educador, substituir tudo isso, pelo simples reconhecimento de um trabalho bem feito, ou interesse sincero pelo andamento de uma tarefa ainda pendente. Deve estar disposto a ouvir as explicações das mesmas, de como realizaram aquele trabalho, e mesmo, contribuir pessoalmente, com sugestões individuais ou coletivas.
Outra forma de elogiar, de dar novo ânimo a todo grupo, de modo a não haver comparações, ou despertar ciúmes, é ensiná-las a trabalhar em equipe, deixando claro que, para uma tarefa dessa natureza, onde cada uma tem uma função, todas são igualmente necessárias e importantes. Deve ainda enfatizar ao grupo, que o tamanho de uma atividade, não quer dizer menos ou mais, mas igualmente importantes. Use pequenos contos como analogias, elas gostam de ouvir e ainda aprenderão alguma coisa útil.

Na formatação de uma equipe, o educador deve conhecer as capacidades e personalidades de cada um, cuidando de não incluir num mesmo grupo, crianças de temperamentos contrários. Conhecendo as disposições psicológicas e habilidades individuais, poderá agrupá-las em equipes que se complementem.

Finalmente, não se motiva uma criança, comparando seu resultado com o do seu colega, ou de um estranho. Mais eficaz e sensato, é dar-lhe desafios sempre crescentes, e acompanhar de perto seu progresso, ou dificuldades. E ao perceber o interesse do educador pelo seu trabalho, ela se sentirá motivada e responsável, pois, como foi dito antes, para ela, o trabalho e a sua pessoa, é uma só coisa. 

Fonte: Site de dica